Último Post

Talitha Reis

Por: Talitha Reis

Nuvem de Tags


Blog - Ilhabela Queens

O Orkut dos Mais Novos

Foi-se o tempo da geração Coca-cola. Quando eu nasci, esta ainda era minha época. Digamos que depois de 24 de janeiro de 2004 (data da criação do Orkut), a geração virou geração ORKUT.  Infinitas qualidades para nós e muita preocupação para os pais e especialistas.

Confesso que não há quem resista a tirar 30 fotos numa festa, 10 fotos em frente ao espelho, 5 do seu vestido maravilhoso, correr para rede e postá-las para todos seus amigos verem. O mais legal é que agora, ainda podemos comentar. Que demais, hein?!
 

Conectamos, lemos nossos recados, corremos para ver as atualizações de nossos contatos, é divertido e vicia.
 

Na época em que ainda não existia esta moderada privacidade do site: a opção de limitar a exibição do seu conteúdo para outras pessoas, o site foi responsável por muitas brigas, conjugais e até judiciais. Pessoa X alegava na justiça que não teria dinheiro para arcar com determinado débito, mas em seu perfil, tinha as fotos de sua última viagem para o Caribe com sua família, expostas para toda a rede. Casal Y brigava constantemente devido ao recado deixado por tal mulher no seu Orkut, e vice-versa.
 

Surgiram então, capas de revistas, reportagens, pais preocupados, uma verdadeira revolução na contemporaneidade, devido a essa simples página: amizades fortes, namoros, casamentos, criminosos, e curiosos, começamos a economizar nas contas de telefone, matamos as saudades pelas fotos... Uma outra vida começou a existir. E é esta segunda identidade que preocupam os especialistas.

 
De acordo com o psiquiatra inglês Himanshu Tyagi, a identidade virtual poderia deixar a vida real chata e pouco estimulante, o que poderia causar problemas de comportamento. "É um mundo onde tudo se move depressa e muda o tempo todo, onde as relações são rapidamente descartadas pelo clique do mouse, onde se pode deletar o perfil que você não gosta e trocá-lo por uma identidade mais aceitável no piscar dos olhos", disse Tyagi durante o encontro anual do Royal College of Psychiatrists, uma das principais agremiações de psiquiatras do Reino Unido e da Irlanda.  "É possível que os jovens que não conhecem o mundo sem as sociedades virtuais dêem menos valor às suas identidades reais e, por isso, podem estar em risco na sua vida real, talvez mais vulneráveis ao comportamento impulsivo ou até mesmo o suicídio", disse.

 
Segundo o professor, além dos sites de relacionamento, as salas de bate papo virtuais também podem influenciar problemas de comportamento como a timidez. Ele destaca que o anonimato e a falta de experiência sensorial das conversas nestes ambientes virtuais poderiam mudar a percepção de interatividade e criar uma visão alterada sobre a natureza dos relacionamentos. Há, então, uma deturpação de valores e uma menor atribuição a, por exemplo, o valor da amizade.

 
Mas existem também os benefícios:  segundo o profissional, essas redes oferecem um status social mais equilibrado, onde raça e gênero são menos importantes e onde as hierarquias da vida real são dispersas. Ele destacou ainda que a quebra das barreiras geográficas permite acesso a relacionamentos e a apoio de amigos virtuais. O que é bem saudável. Eu, por exemplo, tenho vários: amigos virtuais e amizades fortes e sólidas que começaram através da internet.

 
As afirmações de Tyagi, entretanto, forem contestadas por especialistas da área. Graham Jones, psiquiatra especializado no estudo do impacto da internet, reconhece que existe o risco de que uma freqüência exagerada de sites de relacionamento possa levar a problemas de comportamento. Mas ele acha que esses riscos foram exagerados por Tyagi. "Para cada geração, a experiência com relação ao mundo é diferente. Quando a imprensa escrita surgiu, tenho certeza que muitos a consideraram como uma coisa ruim", disse Jones. "Pela minha experiência, pessoas que tendem a ser mais ativas nos sites como o Facebook ou Bebo são aquelas que já são mais socialmente ativas de qualquer forma - é apenas uma extensão do que eles já fazem", concluiu o psiquiatra.

Na minha humilde opinião nada especialista, de superior incompleto, mas de usuária ativa da rede, concordo em partes com o Tyagi. A minha preocupação é com os usuários menores, as crianças. Apesar da idade recomendada pelo site Orkut, por exemplo, ser de 18 anos, bebês, crianças, gatos, cachorros e papagaios têm Orkut. Eu acredito que criança deve ser tratada como criança e sou absolutamente contra esta inserção cada vez mais cedo delas em sites de relacionamento. Ao invés de ensinarmos nossos irmãozinhos a conectar na rede, seria melhor jogarmos bola na praça, andar de bicicleta na praia, e viver a vida real.

 
Às leitoras mais tímidas, meu recado seria: não façam do perfil de vocês uma máscara, do que você queria ser, nem se exponha tanto na internet, como diz minha mãe, acredito que ainda é perigoso e nem todo mundo age de boa fé. Faça amigos virtuais, converse, divirta-se, mas nunca deixe de viver sua vida lá fora. Não limite o seu dia a uma tarde no computador!

 
Agora é sua vez! Qual sua opinião sobre o tema?

Postado por Talitha Reis | 09.08.2008 | 23h23min

Deixar comentário

Ver Comentários 1 comentarios

Júlia Athayde diz as 07.06 do dia 10.08

É, acho que fui avisada muito tarde sobre isso... Ganhei meu computador com 11 anos e a partir de então comecei a me viciar e a me prender a ele... e hoje eu sofro as consequências... E tô tentando consertar mas não consigo... ;/



RSS

Posts

+ Novembro (19)
+ Outubro (37)
+ Setembro (60)
+ Agosto (54)
+ Julho (34)
+ Junho (28)
+ Maio (11)

Queens

Sobre as Queens

As Queens são meninas escolhidas a dedo pela Ilhabela para uma projeto de relacionamento com a marca. São elas que escrevem esse blog.

Saiba mais
  • Bianca Jimenez
  • Adriana Rodrigues Folletto
  • Isabella Postiglione
  • Samara Costa Gomes
  • Jéssica
  • gabriela rodrigues
  • Emilly Ferreira Santana
  • Larii
  • Marcele
  • Thays da Silva
  • Juliana Vitezi
  • Juliana Mélo de Farias